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24/08/2007
Professores esperam mais adesões para sua greve
FONTE: DIÁRIO DE PETRÓPOLIS
Professores da rede estadual de ensino, que aderiram à greve, reclamaram ontem que a categoria aqui em Petrópolis ainda está pouco empenhada a tentar mudar a situação. “Muitos estão negando a realidade com medo de uma ditadura econômica”, disse a professora de história Rosane Lima.
Segundo ela, depois de 11 anos à espera de um aumento, não tem como se conformar com o que o governador propôs. “A nossa postura condiz com o que nós falamos. Nenhum professor está satisfeito com essa situação, mas muitos fingem que não está acontecendo nada. As condições de se fazer uma greve são difíceis, mas a sociedade precisa abrir um pouco mais os ouvidos. Esse aumento foi indecoroso. Mas as pessoas têm medo pelo impacto que a greve causa. Os profissionais além de tudo ficam muito desgastados. Fica difícil sem uma estrutura econômica. Mas quando a nossa dignidade é ameaçada devemos lutar e mudar nosso modo de pensar. Apesar disso estamos otimistas. Pois na passeata realizada terça-feira, não só participaram profissionais da área de educação, mas também das áreas de segurança e saúde. Foi uma passeata unificada”, disse ela.
Já Edenilso Lopes Theobald, diretor do Sindicato Estadual dos Professores da Educação (Sepe), informou que a adesão dos professores em Petrópolis ainda está fraca. “Mas esperamos que hoje tenha uma boa adesão, devido a reunião do SEPE central, no Clube Municipal, Rio de Janeiro, que vai abranger cidades como Volta Redonda, Teresópolis e Macaé”, comentou.
Ontem, a assembléia realizada às 17h30 no Colégio Pedro II, para discutir a paralisação e a situação dos profissionais do município não teve grandes repercussões. Apenas cinco profissionais compareceram.
Com a proposta apresentada pelo governo, uma reposição de 25% em 24 vezes, os ganhos seriam de aproximadamente apenas R$ 5 por mês, o que deixou todos das categorias de educação, saúde e segurança indignados.

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