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01/09/2000
Hóquei Sobre Patins
Um Esporte que Faz Parte da História de Petrópolis ROBERTO MARCIO
FOTO: ARQUIVO.
A história não mente. E não há como desvincular a cidade de Petrópolis da história do hóquei sobre patins no Brasil, pois o município serviu como um dos berços desse esporte que, mais tarde, viria a dar muitos títulos sul-americanos ao país. Hoje, apesar das equipes petropolitanas não apresentarem a mesma competitividade do passado, o chamado "esporte do cajado" em Petrópolis continua firme no propósito de manter viva a tradição de formar novos craques.
Qual o petropolitano que, por acaso, nunca ouviu dos seus pais ou avós que um dos grandes programas da cidade no passado era assistir a partidas de hóquei ou os espetáculos de patinação na praça da Liberdade, onde hoje está o Rink Marowil? Pois bem, foi ali que começou a ser contada a história do hóquei sobre patins.
Em abril de 1932 surgiu a primeira referência nos jornais da cidade sobre eventos naquele local. Tratava-se de ima partida de hóquei sobre patins disputada entre o "Hóquei de Petrópolis" e o "Copacabana Hóquei Clube", do Rio de Janeiro.
O hóquei ganhou a simpatia dos petropolitanos com o passar dos anos. E, em agosto de 1945, aconteceu a inauguração do rinque de Quitandinha e as atividades deste esporte acabaram sendo levadas também para o então novo bairro. Conta a história que, na época, houve um torneio interclubes vencido pelo Real Hóquei Clube.
Mas quem vive de passado é museu. O hóquei sobreviveu ao tempo e realiza hoje um dos mais belos trabalhos de categorias de base no país. O Sesi-Petrópolis desenvolve um treinamento com crianças, supervisionado pelo ex-goleiro da Seleção Brasileira, Richard Buchardê, o Bucha. A Casa de Portugal, por sua vez, prepara uma equipe adulta competitiva capaz de servir como modelo para as categorias de base.
Até o dia 25 de abril, a Federação de Hóquei do Rio era presidida por um petropolitano: o ex-jogador Hélio Santos Júnior, o Helinho, que realizou um dos melhores trabalhos já feitos naquela importante entidade. Segundo ele, mesmo tendo encontrado dificuldades ao longo do mandato, foi possível promover um bom trabalho. " Conseguimos filiar muitos clubes e fizemos muitos campeonatos. Foi possível até montar uma equipe feminina e disputar um campeonato brasileiro, um fato inédito na história do hóquei do Rio de Janeiro", afirma o ex-dirigente.

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