01/09/2000
Petrópolis Imperial / Imperiosa:
Um afago na Cidade Imperial

ADRIANA BRITTO

Petrópolis chama a atenção dos visitantes por causa de sua beleza, presente nas montanhas que a cercam e no seu patrimônio histórico - cultural. Mas o próprio petropolitano em geral se esquece de ter orgulho pela cidade natal e as críticas se sobrepõe às riquezas da Cidade Imperial.

Isto até o artista plástico Arthur Varella, petropolitano nascido e criado, como dizem, montar a exposição Petrópolis Imperial / Imperiosa, que ele resume como um carinho, um afago na cidade. "As pessoas reclamam, vivem choramingando pelos cantos e não percebem o lado bom e gostoso da Cidade", argumenta Arthur Varella. Sua vontade é que a exposição seja um pontapé inicial para que todos, indistintamente, discutam e apontem soluções para os problemas da cidade.

Arthur Varella começou a pintar cedo, aos 15 anos, e durante toda a vida se envolveu com diversas formas de arte. Somente em 1991 resolveu mostrar seus trabalhos. Em 1995, fez uma exposição, intitulada Atalhos. Mas o tema Petrópolis não lhe saía da cabeça. Depois de Atalhos o tema tornou-se mais pungente e no ano passado ele começou a desenhar.

Mas o que Arthur desenhava? Eram elementos que fizeram e fazem parte da sua vida. As pontes vermelhas, balaustres, o Obelisco da Rua do Imperador. Depois de ruminar o tema, ele começou a trabalhar as telas. Cada uma delas contém um ou vários elementos que lembram Petrópolis, mas não se pode dizer que são um cartão postal. "São memórias emocionais transformadas em imagens", ressalta ele.

Os novos quadros de Arthur Varella demonstram um momento mais clean de sua atividade, mas não deixam de lado sua tendência para o traço cubista. Discípulo do espanhol Jordi Massan Salvador Ribas, Arthur Varella traz no seu currículo uma menção honrosa no Salão Júlio Koeler além do sucesso nos palcos e no carnaval. Hoje a obra de Arthur Varella, encontra total aceitação de público e crítica.

A s telas de Arthur Varella estão na Galeria do Sesc Petrópolis (Rua Alfredo Pachá, 26 - em frente ao Palácio de Cristal) e podem ser vistas de segunda a sexta das 8 às 20 horas e aos sábados e domingos das 10 às 16 horas até o dia 30 de novembro.