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01/09/2000
Pedro II, o último monarca sul-americano
JOSEMIR MEDEIROS
Fundador da cidade que o homenageia em sua denominação (Petrópolis = cidade de Pedro), o último Imperador do Brasil tem uma ligação toda especial com a cidade, pois foi na antiga Fazenda do Córrego Seco que ele mandou construir seu palácio de veraneio, o que fez crescer uma povoação à sua volta que hoje se transformou na cidade de Petrópolis. Foi na tranqüilidade da Petrópolis daquela época, em sua residência de verão, hoje o Museu Imperial, que o Imperador recebeu, em 1889, a notícia da proclamação da República.
Pedro de Alcântara (1825-1891), filho herdeiro do Imperador Pedro I e da Imperatriz Leopoldina, separou-se de sua família já aos seis anos de idade, quando seu pai abdicou do trono e voltou a Portugal para resolver uma crise política, deixando no Brasil seu filho, como sucessor. Até completar 18 anos, quando herdaria o trono, Pedro de Alcântara estaria sob os cuidados de homens ilustres, encarregados da sua educação. Seu tutor era José Bonifácio e o menino tinha ainda como professores Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias e o artista francês Félix Émile Taunay.
A rotina diária do futuro Imperador era rígida: Pedro de Alcântara levantava-se às 7 horas e às 8 almoçava na presença do médico que examinava a qualidade dos alimentos. Após esse almoço começavam as aulas e ao meio-dia era servido o jantar. Em seguida, começava o tempo da conversação que estava sob a responsabilidade do Camarista e da Camareira. Eles deveriam falar ao futuro Imperador sobre assuntos de natureza científica e benemérita. Esse período durava até às 16h30, no inverno, e até às 17h30, no verão. Em seguida, Pedro de Alcântara andava à cavalo.
Enquanto o Imperador não completava a maioridade, o Brasil era governado pelas Regências. Por volta de 1840, a Regência enfrentava descontentamentos com o acúmulo de impostos e a política centralizadora, além dos movimentos separatistas que começavam a ganhar força no Brasil. Por causa disso, a maioridade de D. Pedro II é antecipada e o país passa a ter um Imperador com apenas 15 anos de idade.
Austeridade - D. Pedro II considerava-se o "Funcionário Público nº 1", fazendo questão de cumprir com zelo todas as suas obrigações burocráticas e perseguindo os políticos acusados de conduta moralmente irregular. Adepto da leitura, era um erudito e protegia artistas e intelectuais, além de se corresponder com personalidades como o cientista Louis Pasteur e o compositor Wagner.
D. Pedro II preferiu governar a reinar e o fez amparado num regime parlamentar de modelo inglês. Ele nomeava o presidente do Conselho de Ministros, e este escolhia o Ministério, compondo assim o Poder Executivo. A Câmara, formada pelas elites agrárias, e o Senado formavam o Poder Legislativo e, quando havia divergências entre o Gabinete e a Câmara, D. Pedro II exercia o poder moderador e os dissolvia.
Durante quase 50 anos governou em clima de estabilidade política que só foi quebrada em 1870, graças aos efeitos da Guerra do Paraguai que nos deixou uma enorme dívida externa para com a Inglaterra e uma crescente inflação, fatores que viriam abalar a estabilidade econômica do Império brasileiro.
No dia 15 de novembro de 1889, as Forças Armadas saem às ruas, ocupam edifícios públicos e constituem um Governo Provisório, proclamando a República. No dia seguinte, D. Pedro II recebe um documento do comandante da Cavalaria onde está escrito que o Imperador, "patrioticamente", deve fazer o "sacrifício" de deixar o território brasileiro com toda a sua família. No dia seguinte a família Imperial deixaria o Brasil rumo à Europa, desejando progresso para o país, conforme consta na resposta ao governo provisório, que D. Pedro II redigiu naquele mesmo dia. "Ausentando-me, pois, eu com todas as pessoas da minha família, conservarei do Brasil a mais saudosa lembrança, fazendo ardentes votos por sua riqueza e prosperidade".

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'muito bom o resumo sobre o ultimo imperador do pais' JOCEMARJR
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