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01/09/2000
A beleza dos jardins do Imperador
JOSEMIR MEDEIROS
FOTO: MARIA DAS GRAçAS AMORELLI
A mais famosa atração turística de Petrópolis, o Museu Imperial, reserva uma atração especial para as milhares de pessoas que o visitam mensalmente: trata-se do parque em volta do palácio. Os jardins do Imperador começaram a ser construídos em 1864, com a orientação pessoal do próprio D. Pedro II e hoje representam um oásis verde bem no centro nervoso da cidade, aberto de terça a domingo para o deleite de petropolitanos e turistas.
O primeiro projeto do parque era de autoria de Glaziou. No entanto, o Imperador preferiu optar pelo plano elaborado por Binot, que mais tarde criaria um orquidário na cidade. Binot cercou a residência de verão de D. Pedro II com Palmeiras Imperiais e no restante do parque plantou Ciprestes Indostânicos, Pândanos de África, Palmeiras da Austrália, árvores de incenso e Bananeiras de Madagascar. No projeto de Binot havia lugar ainda para espécies da flora nacional como as Jaqueiras, os Ingás, Cedros e Magnólias.
Nos jardins florescem Camélias, Jasmins, Três Marias e Manacás. Além das árvores e flores, os visitantes que passeiam pelo jardim do Museu encontram ainda estatuetas da mitologia grega, repuxos e algumas fontes.
O parque do Museu Imperial de Petrópolis foi totalmente restaurado e hoje conserva suas características originais. Entre as fontes do jardim, uma em especial guarda uma história original: no tempo do Império, petropolitanos de todas as classes sociais ultrapassavam os portões abertos do palácio para pegar água na Fonte do Sapo, nos jardins do Imperador. A água que jorrava da Fonte do Sapo tinha a fama de ser a melhor da cidade, simplesmente porque os moradores acreditavam que era dessa fonte que o Imperador bebia.
Passear pelos jardins do Museu dá uma gostosa sensação de paz e tranqüilidade em meio à agitação da cidade. O parque do Museu Imperial é o lugar preferido para caminhadas matinais ou mesmo para um momento de descanso ou de reflexão lendo-se um bom livro ou os jornais do dia. As crianças podem ainda correr pelos caminhos do parque e até encontrar esquilos pulando de árvore em árvore.
Na próxima visita ao Museu Imperial de Petrópolis que tal parar um pouquinho nos jardins do palácio, prestar atenção nas árvores, nas flores e ouvir o canto dos pássaros antes de entrar na residência de verão do Imperador?

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