08/09/2000
Terapeutas de Petrópolis fazem trabalho comunitário com Florais De Bach

JOSEMIR MEDEIROS

As terapias alternativas estão se tornando mais acessíveis às comunidades carentes de Petrópolis, graças à iniciativa de um grupo de terapeutas da cidade e ao apoio do Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH). A idéia de levar a Terapia Floral às comunidades de baixa renda foi proposta, há dois anos, pela terapeuta Maria Luiza Lacerda, como forma de proporcionar um estágio aos seus alunos recém formados. Entusiasmados com os resultados obtidos, os terapeutas foram além do estágio e até hoje mantém o trabalho voluntário que tem mudado a vida de pessoas como a estudante Ana Paula Oliva que resume numa frase a mudança que a terapia floral lhe proporcionou: "Antes, eu via o mundo em preto e branco. Agora, ele está colorido".

As terapeutas florais Elizabeth Macedo, Maria das Graças Amorelli e Maria Céli Guerra dividem-se no atendimento aos pacientes no consultório montado no porão do CDDH, na Rua Monsenhor Bacelar. Hoje, a terapia floral já está sendo indicada por médicos tradicionais como um tratamento complementar, principalmente quando além dos remédios tradicionais, os médicos sentem a necessidade de equilibrar o lado emocional do paciente. A terapeuta Maria Céli, por exemplo, recebe inúmeros doentes de câncer e portadores do vírus HIV que, indicados pelos médicos, procuram os Florais de Bach em busca de reencontrarem o equilíbrio emocional abalado pela doença. "Os florais não vão curar a AIDS e nem o câncer, mas podem reequilibrar o doente e levá-lo à aceitação da sua doença", explica Maria das Graças Amorelli.

A Terapia Floral se dá num nível vibratório e sutil que tem levado inclusive as pessoas que se submetem ao tratamento a modificarem o meio em que vivem. "Nós tratamos de pessoas que, muitas vezes, estão inseridas num contexto difícil. Geralmente nós começamos tratando a mãe, que depois traz o filho, mas dificilmente consegue trazer o marido. No entanto, como a pessoa que está tomando os florais passa a vibrar num nível mais alto, ela acaba, com o passar do tempo, operando uma transformação em toda a família", disse Elizabeth Macedo.

Uma prova dessa mudança é a estudante Ana Paula Oliva que toma os florais há cerca de 1 ano e meio e viu sua vida modificar-se completamente. Hoje ela afirma que até a casa e a família sentem uma grande mudança, a partir dos florais. Além dela, o filho Richard de 8 anos também toma os florais e, graças às gotas, conseguiu se livrar das verrugas que cobriam seu corpo e para as quais a medicina tradicional não encontrava solução. Hoje, embora não precise mais tomar as essências, o menino, segundo Ana Paula, continua pedindo as gotinhas.

Os terapeutas trabalham basicamente com os Florais de Bach, mas também usam os sistemas australianos, californianos e de Minas. Além das fórmulas individuais, os terapeutas fornecem sprays para serem usados nas casas e cremes à base de essências florais para problemas dermatológicos.

Os atendimentos são feitos às 5ªs feiras, de 13 às 16h30 e os pacientes só precisam pagar R$ 5,00 pela fórmula que levam para casa. Como o trabalho é voluntário, o grupo aceita doações e os contatos podem ser feitos pelos telefones (024) 243-0168 (Elizabeth), 231-7249 (Maria das Graças) ou 243-7400 (Maria Céli). O endereço do CDDH é R. Monsenhor Bacelar, 400.