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Avenida Ipiranga
Este
mês vamos continuar nosso passeio virtual por Petrópolis
conhecendo mais uma rua residencial, a avenida Ipiranga. Depois
de visitar a avenida Köeler, como fizemos no mês passado,
chegando até a casa da Princesa Isabel, basta atravessar
a rua, em frente à Catedral de São Pedro de Alcântara,
onde começa a avenida Ipiranga.
Nesta avenida,
quase totalmente residencial, os casarões dividem espaço
apenas com uma seguradora, a catedral, uma igreja Luterana, uma
escola e o Mosteiro da Virgem, no número 555, onde se pode
comprar biscoitos amanteigados tão finos como hóstias
e que derretem na boca. As freiras vendem os biscoitos através
das grades da portaria do mosteiro.
Foi numa casa
da avenida Ipiranga que o presidente Fernando Henrique Cardoso hospedou-se
no verão de 1996, quando esteve pela primeira vez em visita
oficial à cidade e é lá também que a
prefeitura pretende instalar o Jardim Botânico da cidade.
O passeio começa
pela Catedral de São Pedro de Alcântara. Construída
em estilo gótico francês no ano de 1884, traz em seu
interior obras esculpidas em mármore de Carrara. logo à
direita da entrada principal fica localizada a Capela Imperial,
onde se encontram os túmulos com os restos mortais de D.
Pedro II, D. Teresa Cristina, da Princesa Isabel e do Conde dEu.
Continuando
o passeio, chegamos ao número 244, onde fica o templo da
igreja evangélica Luterana. Os luteranos têm sua história
intimamente ligada à de Petrópolis, uma vez que o
major Júlio Frederico Köeler, que projetou a cidade
era alemão e evangélico. Devido à falta de
mão-de-obra, Köeler mandou vir da Alemanha, 238 colonos
em 1837. Oito anos depois, esse número passou para 1.921,
dos quais 711, evangélicos.
A Igreja Evangélica
Luterana de Petrópolis está representada na Internet
numa home-page criada pela designer gráfica Luciana Berner.
Mais adiante
no número 405, fica a casa que pertenceu a Rui Barbosa. Construída
em estilo colonial brasileiro, a casa abrigava o jurista e primeiro
ministro da Fazenda da República, durante as temporadas de
verão.
Foi nessa casa
que o embaixador do Brasil na Conferência de Haia escreveu
várias de suas obras, entre elas "Oração
aos Moços" e a "Introdução ao Código
Civil". Foi também na casa da Av. Ipiranga que Rui Barbosa
veio a falecer, em 1º de março de 1923.
Encerrando o
passeio pela avenida Ipiranga, chegamos à casa da família
Tavares Guerra que leva a fama de ser mal-assombrada. Na verdade
trata-se de uma construção em estilo eclético
do século XIX, o que explica as diferenças entre um
lado e outro da fachada principal. Completando o conjunto, um jardim
projetado pelo paisagista Auguste Marie Glaziou.
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