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Museu Imperial
Depois
de visitar o Trono de Fátima, basta voltar pela estradinha,
descer a rua Monsenhor Bacelar, passar novamente pelo Relógio
da Flores, Praça da Liberdade, avenida koeller e avenida
Tiradentes para finalmente chegar à rua da Imperatriz onde
se encontra a mais famosa atração turística
da cidade, o Museu Imperial.
Construído
em 1845, o antigo palácio de verão do Imperador D.
Pedro II, segue o estilo neoclássico e abriga hoje um acervo
que reúne não apenas as peças que pertenciam
ao palácio de verão, como vários objetos concernentes
ao Império, vindos de várias partes do Brasil. Entre
elas, o manto imperial, o chapéu armado que pertenceu a D.
João VI, confeccionado em feltro, o cofre de sévres
e bronze da Princesa de Joinville e a peça que mais chama
a atenção, a Coroa Imperial de D. Pedro II, em ouro
cinzelado, ornada com 640 brilhantes de Minas Gerais e 100 pérolas,
peça única nas Américas, confeccionada por
Carlos Marin e Cia., do Rio de Janeiro. Decorando o palácio,
uma valiosa pinacoteca, com obras de artistas nacionais e estrangeiros.
Num pavilhão
à parte, liteiras e carruagens que transportavam a família
imperial e no prédio anexo funciona o Arquivo Histórico
do Museu Imperial, onde se encontram preservados documentos que
contam a história da monarquia no Brasil desde a chegada
de D. João VI até a proclamação da República,
uma biblioteca iniciada a partir do acervo de D. Pedro II e D. Teresa
Cristina, além da coleção de cartas da Condessa
de Barral.
Os jardins do
palácio também merecem uma visita. Projetado pelo
paisagista francês Jean Baptiste Binot, sob a orientação
direta do imperador, o jardim guarda 99 espécies botânicas
diferentes, numa mistura harmoniosa de plantas exóticas com
árvores da flora nacional. Espalhadas pelo parque, diversas
estatuetas de inspiração clássica e fontes,
como a Fonte do Sapo, que era procurada pelos moradores de Petrópolis
durante o reinado de D. Pedro II. O Imperador permitia que os petropolitanos
apanhassem água da fonte e muitos se dispunham a faze-lo
porque acreditavam ser aquela a melhor água da cidade, já
que era a água do Imperador. .
O Museu Imperial
está aberto à visitação pública
de 3ª a domingo das 12 às 17h, mas os turistas podem
passear pelos jardins a partir da 8 da manhã.
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